Durante os dias que antecedem a estréia do filme O Código da Vinci, marcada para esta sexta-feira, a igreja na Itália intensificou sua campanha para convencer os católicos a não irem ao cinema.
Com uma mobilização sem precedentes contra um filme, a Igreja Católica sugere aos fiéis que não assistam a O Código da Vinci, baseado no livro de Dan Brown.

Segundo membros da igreja, o livro e o filme defendem teses que colocam em discussão algumas verdades históricas sobre as quais se baseia o cristianismo.
Os católicos italianos estão rebatendo de forma maciça o que consideram um ataque a sua fé por meio de livros, artigos de jornais, entrevistas na televisão, conferências e discussões na Internet.
'Erros e calúnias'
A obra de Dan Brown foi definida como "um conjunto de ofensas, calúnias, erros históricos e teológicos" pelo secretário da congregação para a doutrina da fé, monsenhor Angelo Amato.
"As mesmas ofensas, feitas ao Alcorão ou à Shoah, teriam provocado uma revolta mundial, mas dirigidas aos cristãos permanecem sem punição", protestou o prelado, que é um dos mais estreitos colaboradores do papa Joseph Ratzinger.
Durante uma conferência em Roma, ele sugeriu aos católicos de boicotar o filme, que é uma adaptação do livro.
Segundo alguns jornais italianos é provável que grupos mais ortodoxos façam campanha na entrada dos cinemas.
O romance de Dan Brown vendeu 40 milhões de cópias em todo o mundo e tornou-se um fenômeno editorial.
De acordo com a trama, Jesus Cristo teria vivido por muitos anos, ao lado de Maria Madalena, com quem teria se casado.
Ainda segundo o texto, o casal teve diversos filhos, garantindo uma descendência que chegaria até os dias de hoje.
Segundo o livro, a igreja teria mantido essa informação sob segredo, com a ajuda da poderosa organização religiosa Opus Dei.
Assimina Vlahou de Roma
